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Como fazer resumos para concursos?

Após estudar um conteúdo, você costumar fazer resumos para concursos? Sabia que a prática de escrever o que foi estudado, de forma resumida, auxilia no aprendizado e na memorização?

E será também uma parte fundamental no seu processo de revisão.

Segundo o professor Marco Ferrari, da Folha Cursos, os resumos para concursos são a principal dificuldade dos alunos.

No programa Desafio Aprender, ele falou sobre algumas das maiores dúvidas. Por exemplo, o que colocar em um resumo, como fazer, em qual momento do estudo ele entra e o que o rodeia.

Você pode tanto assistir a live, que ficou gravada, quanto ler os tópicos discutidos aqui, beleza?

O que colocar em resumos para concursos?

Antes de tudo, o resumo trata do que é mais importante. Mas, em seguida, surge a dúvida: como saber o que é mais importante?

De acordo com o professor Marco Ferrari, os assuntos mais importantes para os resumos para concursos são aqueles que têm maior frequência de cobrança. Portanto, não são os mais fáceis ou os mais difíceis. Nem os que você gosta mais ou menos.

Importante é aquilo que mais aparece na prova, resume Marco Ferrari.

Como saber o que mais aparece na prova de concurso?

A percepção dos assuntos mais frequentes nas provas – por consequência, o que irá entrar nos resumos para concursos – virá através da resolução de questões.

Nesse contexto, conforme você for resolvendo provas, perceberá a frequência com que os tópicos de cada matéria são cobrados.

Por exemplo, no caso de Administração Geral, que é a matéria lecionada pelo professor Marco, pelo menos metade das questões trabalham com o tema planejamento. Consequentemente, esse será um dos principais assuntos dos resumos para concursos.

Segundo Marco Ferrari, o bom estudo é feito de maneira desproporcional. A princípio, a palavra pode parecer estranha quando relacionada ao aprendizado. Mas tente visualizar a disciplina como uma mapa de calor, na qual os tópicos cobrados com maior frequência ficam em destaque.

Quando estava na escola, ele lembra que teve muita dificuldade com a matéria de Física durante o Ensino Médio. Conforme estudava, percebeu que as questões tinham uma padrão muito específico.

Uma boa parte delas ou tratava de uma situação de um objeto indo de A à B, perguntando tempo ou velocidade, ou pedia o volume de uma superfície que estava sendo preenchida por um líquido.

Em outras palavras, na medida que você for resolvendo questões das provas, perceberá que elas têm um padrão nos assuntos que cobram e na forma em que os cobram. Aos poucos, o candidato pega esse jeito da questão. Independentemente da matéria.

“Você meio que sabe o que vai aparecer”, afirma Marco Ferrari. “Você já está pronto para aquela prova porque você sabe o que vai aparecer”.

Quais são as formas de fazer resumos para concursos?

Apesar de os resumos poderem ser feitos de diversas formas, o professor Marco percebe três muito fortes:

Todos três são muito importantes e válidos, cada um da sua forma.

Fichas-resumo

Primeiramente, as fichas-resumo são as mais conhecidas. A primeira maneira que se vem à cabeça quando a palavra resumo é mencionada.

Elas podem ser feitas no próprio caderno, nas folhas dele ou de fichário. É a matéria escrita com as suas próprias palavras em um texto corrido.

Nesse sentido, o professor Marco gosta de comparar as fichas-resumo com os cartões que os apresentadores de TV usam. Elas não deixam de ser um resumo dos que eles vão falar.

A ideia principal das fichas-resumo é que elas sejam um compilado dos assuntos. Conforme você for estudando e percebendo a importância de cada um, vai se aprofundando mais nos que são maior destaque.

Flashcards

A princípio, os flashcards seguem a metodologia de pergunta e resposta. Eles são muito usados no aprendizado de um novo idioma.

Por exemplo, para uma pessoa aprendendo Inglês, um card com a figura de uma pessoa correndo e do outro lado a palavra run.

Mas também podem ser usados nos estudos para concurso. Em matéria de Direito, é possível escrever o número de uma lei e do outro lado o significado dela. Já para RLM, outra possibilidade é colocar uma fórmula e em seguida para que tipo de questões pode ser aplicada.

Basta usar a imaginação!

Mapas mentais

De antemão, os mapas mentais são uma das formas mais conhecidas de resumos para concursos. Sua proposta é colocar o tema de uma maneira mais visual. Assim, proporcionando uma visão mais ampla do assunto.

Da mesma maneira que as fichas-resumo vão se aprofundando conforme o estudo vai sendo mais direcionado, o mesmo acontece com os mapas mentais.

A diferença é que se criam novos mapas na medida em que os assuntos que, a princípio não eram palavras-chave, ganham suas próprias ramificações.

Por exemplo, em um mapa sobre estudo, algumas das ramificações serão tempo de estudo, ferramentas de estudo, métodos de estudo, etc. Cada um pode ganhar o seu próprio mapa.

Mas cuidado com tentar transformar absolutamente tudo em mapas mentais e deixar a sua visão completa da disciplina muito rasa e resumida. Em provas que desenvolvem muito os assuntos, com questões mais profundas, ela pode não funcionar tão bem.

Também é importante ter a percepção de qual método se dá melhor com cada matéria. Assim como RLM combina com os flashcards, a matéria talvez não se aplique tanto aos mapas mentais, por exemplo.

Frequência dos resumos para concursos

Em relação aos resumos para concursos, o professor Marco separa as atitudes que o candidato deve ter entre as que ele deve evitar e as que pode abusar.

Dessa maneira, enquanto a frequência precisa ser constante, o futuro servidor tem que fugir de deixar para fazer resumos com um espaço de tempo muito longo entre eles.

A dica do especialista é:

  • Fazer um resumo no dia que viu a matéria
  • Outro resumo três dias depois
  • Novamente sete dias depois
  • Por fim, 12 dias depois

Nesses 12 dias, também é o momento de fazer uma bateria de exercícios sobre o assunto, como uma grande revisão.

Se sentir que, ainda assim, não aprendeu aquela matéria, é hora de dar um passo para trás, fazer mais resumos e revisões. Lembrando que os resumos geram as revisões e vice-versa!

Na medida que vai estudando, o futuro servidor consegue enxugar cada vez mais o que merece destaque nos resumos.

Dificuldade em fazer resumos para concursos

Apesar de muitos estudantes dizerem ter dificuldade para fazer resumo, às vezes eles fazem sem nem perceber. Por exemplo, quando escrevem anotações enquanto resolvem questões, já estão produzindo algum tipo de resumo.

Inclusive, esta é uma excelente técnica de estudo ativa. Da mesma forma que assistir aula já fazendo anotações com base no que o professor fala.

No entanto, o professor Marco alerta para tomar cuidado para não fazer resumos muito longos. A ideia é que eles sejam cada vez mais sintéticos. Ou seja, que o candidato bata o olho e já consiga pegar aquele conteúdo.

Muita cautela também para não resumir o assunto a ponto de ele se tornar incompreensível. Usar mnemônicos que, depois de algumas horas, já não lembram ou não fazem mais sentido.

A ideia central é que o resumo seja uma forma de ter acesso de maneira simplificada ao que importa na matéria. Portanto, deixe ele o menos complexo possível. Isso só desacelera um processo que era para ser rápido.

Nessa mesma perspectiva, não são todos os conteúdos que precisam ser trabalhados no resumo. Se o candidato observou, por exemplo, que apenas algumas das regras de crase são cobradas nas provas, ele pode focar apenas nelas.

Em conclusão, só existe uma forma de descobrir qual a melhor metodologia que funciona para cada um: testando. E por fim, sempre produzindo mais e mais resumos e fazendo mais e mais questões, conforme o estudo se torna mais aprofundado.

Já sabe como fazer resumos para concursos, futuro servidor? Continue acompanhando o Blog da Folha Dirigida para mais dicas de estudo!

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