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Employer branding: saiba o que é e qual sua importância

Você sabe o que significa employer branding? Conforme o mercado se reinventa, o mesmo acontece com as carreiras e as possibilidades de emprego. Mudam os processos seletivos, as vagas e as necessidades de cada empresa.

Foi justamente por causa dessa constante reinvenção e inovação do mercado para estar sempre se adaptando à atualidade que surgiu a carreira de Employer Branding.

Você pode até não saber o que é, mas se está acostumado a se candidatar a vagas de emprego, principalmente em empresas com uma proposta inovadora e/ou de grande porte, provavelmente já passou por um.

Quer saber mais?

Conforme o mercado se reinventa, o mesmo acontece com as carreiras e as possibilidades de emprego

Conforme o mercado se reinventa, o mesmo acontece com as carreiras e as possibilidades de emprego (Foto: Freepik)

1. O que é employer branding? 

Victor Hugo Costa, Employer Branding da área de Pessoas e Cultura do Hurb, caracteriza o termo da seguinte forma:

Gosto de caracterizar de uma maneira simples: o filho de dois pais muito presentes. O RH e a Comunicação, simplifica Victor.

Mas, de forma, resumida, o employer branding nada mais é que a gestão da marca empregadora, o uso da comunicação para reter profissionais e todas as informações que compõem a jornada do candidato para atuar na empresa da melhor forma possível.

2. Como funciona na prática dentro de uma empresa? 

Segundo Victor Hugo Costa, não existe uma receita de bolo. Depende de cada empresa, do perfil de cada uma, do contexto e do conteúdo em que estão inseridas.

Além disso, as pessoas da empresa têm o seu próprio contexto, a sua própria história.

É preciso perguntar:

  • Por que as pessoas trabalham dentro da sua empresa?
  • Qual a motivação delas?
  • O que as pessoas esperam dentro da sua marca?
  • O que você gostaria de promover?

A partir das respostas de funcionários e clientes, é possível definir um posicionamento e entender o que causa impacto na jornada de um candidato que visa se tornar um funcionário.

É tudo sobre pessoas.

Sejam clientes, funcionários, viajantes ou distribuidores. Tudo deve ser feito pensando, em primeiro lugar, na experiência de cada um.

Trajetória de Employer Branding

3. Quais mudanças o employer branding traz na prática? 

Segundo Victor Hugo Costa, a principal prática para um bom employer branding é saber se colocar no lugar do outro, seja ele um funcionário, um cliente ou um candidato a uma vaga de emprego.

Um ponto muito importante é que você calce o sapato dos outros, se botar na pele dos funcionários e dos candidatos, explica.

As pesquisas também são muito importantes, porque através delas é possível perguntar e conhecer a função de cada um dentro da empresa.

Assim, é possível entender o que dá para fazer para melhorar a vivência de todos dentro dela.

Também é válido ressaltar que esse não é um trabalho de curto prazo, mas sim um investimento a longo prazo, acompanhando sempre mudanças externas e internas no meio em que se está inserido.

4. Como motivar os funcionários e aumentar o employer branding? 

Uma coisa é fato: funcionários mais satisfeitos tratam clientes melhor.

Um trabalhador feliz e que realmente acredita no que está fazendo contagia o cliente ao ponto de ele passar a enxergar a marca não apenas como algo comercial, mas também uma marca empregadora, que lida muito bem com os seus.

Todas as relações se tangenciam. Em cada pequena interação, a cultura empresarial transborda.

“Na cultura brasileira todo mundo gosta de estar muito junto. A presença física aflora todos os sentimentos de todo mundo”, lembra Victor Hugo.

Com a pandemia e o distanciamento social, foi preciso reinventar essa prática através das mídias sociais e das plataformas que a empresa tem. Usar o ambiente digital para como um aproximador e não um afastador

Ele aconselha abrir a oportunidade para os funcionários falarem em comentários e lives, por exemplo. Até mesmo usar redes sociais como o Instagram, em que todo mundo está presente, pode ser uma boa.

É fundamental fazer com que o funcionário se sinta reconhecido. Não adianta gastar dinheiro com brindes se ele não tem lugar de fala.

Reconhecimento é a chave da questão.

5. Como trabalhar com employer branding à distância? 

Para explicar essa condição, Victor Hugo utiliza como exemplo as medidas que a Hurb tomou diante da pandemia.

Antes, ele conta que a Hurb costumava fazer grande happy hour para compartilhar ideias sobre o mercado e a empresa.

Essa experiência permitiu à empresa perceber que as pessoas gostam de ser ouvidas e que, muitas vezes, têm ideias muito boas para agregar, além de estarem preocupadas com o aprendizado contínuo.

Com a quarentena, a Hurb criou um talk online focado em pessoas. Para essas conversas, o mais importante não era o aprendizado técnico. Todos estavam se sentindo extremamente ansiosos e nervosos com a situação atual.

O que a empresa fez foi levar psicólogos, professores de dança e diversos outros profissionais para ouvir e tornar mais leve um período tão conturbado. Porque era isso que as pessoas estavam precisando naquele momento.

6. Como medir o sucesso das ações dessa área? 

Assim como para as práticas, aqui também não tem receita de bolo. Não existe uma métrica universal. É preciso escolher o que é primordial para você.

Às vezes, a visibilidade é mais importante. Em outro casos, é a satisfação. Cabe a cada um saber focar no que lhe é crucial.

Se você está fazendo a divulgação de uma vaga, por exemplo, pode ser bacana medir a atração do seu público através da taxa de conversão. Quantas pessoas viram a vaga? Quantas se candidataram?

Esses resultados vão ajudar a entender o que é preciso mudar.

São várias as formas de metrificar. Vai depender muito do objetivo que você quer atingir.

7. O que seriam ações de employer branding?

Victor Hugo indica trabalhar com ações de Employee Value Proposition (EVP) – que são os benefícios para uma vaga de emprego -, estar sempre estudando e procurando referências e buscar resultados de longo prazo, não curto, que pode inclusive dar falsos gatilhos.

O segredo é: vá alimentando e consumindo com o tempo.

8. Qual a importância do employer branding em processos seletivos? 

Além de sempre ser indicado que o candidato use e abuse da sua criatividade durante um processo seletivo, também é preciso que ele compreenda que as empresas não contratam o que elas querem, mas o que elas são.

O autoconhecimento é fundamental, pois acontece dos candidatos irem até as empresas.

Quando a pessoa se conhece, entende seus valores, ela se conecta com uma empresa que tem os valores muito próximos dos dela, explica Victor Hugo.

Isso ajuda, por exemplo, a não fazer a entrevista de uma maneira robótica. Torna a conversa mais leve e as respostas, mais naturais.

Esse fit cultural diminui o sofrimento do candidato ao tentar ser algo que ele não é.

9. O que o candidato pode fazer para mostrar que tem fit cultural com a empresa?

A palavra-chave é pesquisa. Estudar tanto a marca comercial quanto a empresarial.

Para isso, o candidato pode visitar o perfil do LinkedIn e a página de carreiras do lugar almejado, onde tem detalhado como é o dia a dia da empresa e dos funcionários que trabalham nela.

Outra dica é demonstrar curiosidade genuína nas suas perguntas. O entrevistador está investindo um tempo em ouvir um pouco da sua história.

O apelo cultural é muito importante. Mais até mesmo do que as questões técnicas, que após a contratação podem ser ensinadas.

Fale também sobre como te contratar pode entregar inovação. Traga novas ideias! Se uma empresa está procurando alguém novo, é porque ela também necessita de novos ares.

Como você pode contribuir para isso?

Como demonstrar Fit Cultural com a empresa

10. Quem quiser seguir carreira de employer branding, por onde começar? 

Como ainda é uma carreira muito recente, também não existe um passo a passo específico. No caso do Victor Hugo, ele começou sua trajetória profissional na área de Marketing, bem distante de RH.

Ele sempre gostou muito de lidar com pessoas, o que fez com que essa aproximação ocorresse de forma orgânica e a vontade de estudar o que era carreira de employer brading chegasse até ele.

O especialista acredita que um bom caminho possa ser um de psicologia, que abra portas do mundo do RH e depois uma aproximação da comunicação.

“Tudo depende muito do seu contexto, mas busque referências, maneiras como você consegue dar entrada dentro do escopo”, indica.

Você já conhecia a carreira de employer branding? Acompanhe o site da Folha + e veja as vagas mais recentes do mercado!

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