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Concurso TJ DFT: como estudar para técnico judiciário

Com chances cada vez maiores de sair em breve, o próximo concurso TJ DFT pode ser uma excelente oportunidade para você que deseja ingressar na área de Tribunais.

Isso porque documentos anexados ao Sistema Eletrônico de Informações (SEI) apontam que os trâmites para a contratação de uma banca para o concurso do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios estão bem adiantados.

A oferta deve ser de 93 vagas para técnicos e analistas, cargos que são, respectivamente, de níveis médio e superior.

As remunerações iniciais são de R$3.163,07 para técnicos e R$5.189,71 para analista, segundo dados de abril do Portal da Transparência do órgão.

Concurso TJ DFT: última prova

O último concurso TF DFT aconteceu em 2015. Com o Cebraspe como banca organizadora, a prova objetiva teve 120 questões de Certo ou Errado, divididas entre 40 de Conhecimentos Básicos e 80 de Conhecimentos Específicos.

Segundo levantamento feito pela própria professora Karina Jaques, cada disciplina para técnico judiciário teve o seguinte número de questões:

Conhecimentos Básicos

  • Língua Portuguesa: 27 questões
  • Informática: oito questões
  • Ética no serviço público: cinco questões
  • Atualidades: zero questões

Conhecimentos Específicos

  • Noções de Direito Constitucional: nove questões
  • Noções de Direito Administrativo: nove questões
  • Regimento interno do TJ DFT: seis questões
  • Noções de Direito Civil: dez questões
  • Noções de Direito Processual Civil: sete questões
  • Provimento Geral da Corregedoria Aplicado aos Juízes e aos Ofícios Judiciais: quatro questões
  • Noções de Direito Penal: nove questões
  • Noções de Direito Processual Penal: nove questões
  • Organização Judiciário do Distrito Federal e Territórios: quatro questões

Curso para técnico do TJ DFT - Folha Cursos

Se você achou meio estranho, saiba que foi isso mesmo: não teve nenhuma questão de Atualidades. De acordo com a professora, isso foi possível porque o número de questões previstas por disciplina não estava no edital.

Além disso, ao contrário de muitos outros concursos, a parte discursiva, a dissertação de 30 linhas, pedia aos candidatos conhecimento das matérias específicas de cada área, especialidade ou ramo. No caso do técnico judiciário, as disciplinas apresentadas acima.

 

Concurso TJ RJ x Concurso TJ DFT: posso estudar para os dois ao mesmo tempo?

Antes de tudo, é comum que muitos candidatos a concursos de Tribunais aproveitem os estudos de um órgão para o outro uma vez que, tirando a legislação estadual, as disciplinas são bem parecidas.

Mas o professor Alexandre Prado alerta que, ao contrário do que muitos podem pensar, o TJ DFT não é um órgão estadual, mas sim federal. No caso do TJ DFT, portanto, não existe a possibilidade de ser transferido para outra parte do país.

Consequentemente, as leis que o candidato vai estudar referentes ao tribunal são as federais, diferentemente do TJ RJ, que terá leis próprias do Rio de Janeiro.

Se, a princípio, isso assustar os futuros servidores, pois estamos falando de um conteúdo totalmente novo, ele tranquiliza: itens como Disposições Gerais, Provimentos, Regime Disciplinar e Organização Judiciária, por exemplo, são bem parecidos.

Portanto, já ter alguma familiaridade com esse tipo de conteúdo conta como vantagem no seu concurso.

“A partir do momento que você começa a entender a estrutura de um tribunal, fica fácil de entender a de outros tribunais”, sintetiza Prado.

Modelo de prova e conteúdo

O primeiro ponto a que o professor pede atenção é o modelo de prova. Apesar de ambos os concursos terem o Cebraspe como banca organizadora, o modelo de provas diverge. Enquanto o TJ DFT adota o Certo ou Errado, o TJ RJ trabalha com múltipla escolha de cinco alternativas.

Quem já está estudando para o TJ RJ terá mais facilidade nas matérias de Direito Administrativo, Direito Constitucional, Direito Processual Civil e Direito Processual Penal, porque o conteúdo é mais extenso do que o do TJ DFT. Portanto, os itens já estão sendo abrangidos na preparação para a prova do Rio.

Por outro lado, o TJ RJ não cobra as disciplinas de Direito Civil e Direito Penal. Se deseja se arriscar no TJ DFT, o candidato deverá começar a estudá-las do zero. Ah, e o concurso do DF – pelo menos no edital anterior -, teve a discursiva, que não terá para técnico do Tribunal fluminense.

O mesmo vale para o Regimento Interno específico do tribunal e o Provimento Geral da Corregedoria Aplicado aos Juízes e aos Ofícios Judiciais. Nesse sentido, ambos são diferentes dos do Rio.

No caso das matérias de Direito, estamos falando de disciplinas que, às vezes, ocupam entre dois e três semestres em uma faculdade.

Portanto, ter um bom professor, que vá saber fazer o devido recorte nas suas aulas para aquele concurso, é fundamental. Esteja sempre atento à qualidade dos seus materiais!

“Não existe prova difícil, você que não estudou”, ele alerta.

Agora que você já sabe o que estudar para o concurso TJ DFT, hora de colocar esses conhecimentos em prática!

Curso para técnico do TJ DFT - Folha Cursos

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