fbpx

Como funciona a memória nos estudos?

Compartilhe o conteúdo

Sempre que se fala em estudos, a memória é um dos primeiros itens a serem lembrados. Mas por que ela é tão importante e por que faz tanta diferença no processo de aprendizagem?

Segundo o médico e neurocientista Pablo Vinicius, uma memória preservada é uma “pedra preciosa” e, quem mantém essa preservação, consequentemente estará a frente de muitos concorrentes.

Basicamente, ter um boa memória se torna um indicador ideal de produtividade, eficiência e resultados.

Se você sente que está com dificuldade de lembrar aquele conteúdo quando chega no momento da prova ou na reta final do estudos, você não está sozinho. Isso acontece com muitas pessoas.

Por isso, é fundamental saber como a memória pode ajudar nos seus estudos. Mas antes de compartilhar com isso você, uma pergunta: você sabe o que é e como funciona a memória?

Sempre que se fala em estudos, a memória é um dos primeiros itens a serem lembrados

Sempre que se fala em estudos, a memória é um dos primeiros itens a serem lembrados (Foto: Freepik)

O que é a memória?

A memória é uma das funções mentais que compõem a cognição humana, isto é, todo processo humano que participa na obtenção do conhecimento.

“Como a memória é uma função mental que participa da cognição, não tem como aprender sem ter uma memória adequada”, explica dr. Pablo Vinicius.

Segundo o médico, que também é especialista em Medicina do Sono não adianta se matar de estudar se o seu processo de memorização não está adequado.

Dessa forma, você não vai aprende e nem obter o conhecimento necessário.

Como funciona o processo de memorização?

É um processo que começa no meio exterior, fora do nosso corpo. Seja ouvindo uma aula, lendo um texto ou saboreando uma refeição, já estamos recebendo os primeiros estímulos para a memória nos órgãos sensoriais.

Dr. Pablo afirma que, para que a informação seja memorizada, o primeiro passo é “entrar dentro de você”. Logo, uma boa memória começa com uma boa visão e audição.

Quais são as etapas da memorização?

Segundo o doutor Pablo, todo o cérebro armazena informações de longo prazo. Esse armazenamento é a primeira etapa do processo de memorização, chamada de retenção da informação.

A segunda etapa é a capacidade de se lembrar da informação, chamada memória de trabalho que nada mais é do que o local do seu cérebro que você está processando a informação no momento, explica o especialista.

A memória, em geral, é dividida entre “de curto prazo” e “de longo prazo. Mas como funciona cada uma delas?

O que é a memória de curto prazo e a memória de longo prazo?

Quando a informação transmitida pelos órgãos sensoriais chega no cérebro, ela vai para uma primeira região chamada de hipocampo, a parte responsável pela memória de curto prazo.

Essa memória de apenas alguns segundos, que chamamos de memória de curto prazo, é muito importante. Segundo o dr. Pablo, ela é o início da compreensão.

Se um professor diz uma frase durante uma aula, por exemplo, o que fica armazenado não é a frase completa, palavra por palavra, mas sim o conceito do que ele explicou.

É isso que faz com que ela seja tão importante na aprendizagem.

Para que a informação seja armazenadas como memória de longo prazo, ela precisa passar por esse processo.

“É a capacidade que temos de reter uma memória por horas, dias, anos, até mesmo décadas”, simplifica o neurocientista.

Como uma memória de curto prazo se torna uma memória de longo prazo?

São dois os aspectos que fazem com que a informação fique armazenada por mais tempo:

  • Aspecto emocional.
  • Fenômeno chamado de associação (muito utilizado nas técnicas de estudo e memorização).

Dr. Pablo Vinicius afirma que, quando você está estudando algo e associa isso com cores, outros conceitos ou palavras, facilita o processo para ela se tornar uma memória de longo prazo.

As pessoas às vezes reclamam muito que não memorizam, mas às vezes o que falta a elas é essa motivação, afirma o médico.

Assinatura Folha Dirigida

Quais são os inimigos da memorização?

O que poucas pessoas sabem é que não é apenas o ambiente ao seu redor e estímulos externos que influenciam na memorização. Por isso, você deve estar atento aos pontos abaixo:

  • Problemas na alimentação;
  • Falta de exercício físico;
  • Poucas horas de sono;
  • Estresse;
  • Ansiedade;
  • e todos os outros processos cognitivos influenciam na memorização.

A memória, para funcionar, ela exige que outras funções mentais anteriores a ela estejam em pleno funcionamento, explica o neurocientista.

Algumas dessas funções são a capacidade de concentração e inibição, isto é, a capacidade de inibir estímulos que atrapalham de manter a atenção naquilo que você quer, como por exemplo, barulhos externos que interferem nos estudos.

“Se você não tem essas capacidades mentais desenvolvidas, vai ter sérios prejuízos na sua memorização”, completa dr. Pablo.

Diminuir os estímulos, como muitos professores aconselham, portanto, também reduz a necessidade de utilizar essas funções de inibição do cérebro, o que ajuda na atenção e concentração.

Dr. Pablo Vinicius também alerta para não confundir a dificuldade de se manter a atenção com o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade), nem fazer uso indiscriminado de Ritalina, remédio utilizado para tratamento no caso da doença.

Como estimular a memória para os estudos?

O primeiro passo é justamente combater os inimigos da memória como o estresse, preocupações e o sedentarismo.

Meditação, praticar atividades físicas, terapia e ter boa alimentação e horas de sono são boas formas de controlar a ansiedade também, segundo o doutor.

A memória de curto prazo vira de longo prazo quando você está dormindo, nas fases profundas do sono, por isso, para ter um bom rendimento intelectual, é preciso ter uma noite de sono completa.

Também há formas de otimizar a memória com exercícios voltados especificamente para isso.

Pablo Vinicius indica o software da CogniFit, para treinamento e aperfeiçoamento, assim como palavras-cruzadas, Sudoku e exercícios de associação.

Segundo o médico, esse tipo de exercício estimular as conexões cerebrais do processo de memorização.

Resumindo, uma boa memória resulta de um estilo de vida saudável. Se você está com queixa de falta de memória ou desatenção, é preciso ligar o alerta, afinal, pode ser que esteja vivendo com maus hábitos.

Isso não significa ter uma doença. Milhares de estudantes estão se enchendo de Ritalina de forma desnecessária. As pessoas estão desatentas por reflexo de uma vida com maus hábitos. A sua memória tem relação com sua saúde física inteira.

A principal dica, portanto, é se cuidar sempre e treinar a mente para assim potencializar sua memória para os estudos.

Curso Método Futuro Servidor menor


Compartilhe o conteúdo

Você pode gostar...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *