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Como começar a estudar para concurso público?

Está dando seus primeiros passos para concurso, mas não sabe por onde começar a estudar?

Primeiro de tudo, saiba que você não está sozinho nessa. Muitas pessoas quando decidem fazer um concurso público, não sabem exatamente por onde iniciar os estudos.

Sabemos que a trajetória rumo ao sonho de tornar-se um servidor público não é fácil.

Por isso, antes de começar a estudar, você precisa tomar algumas decisões. Já sabe para qual área ou concurso você quer fazer? Está ciente que vai precisar se dedicar bastante para conquistar a aprovação?

Se você tem certeza da sua decisão, este post é para você.

 

Capítulo 1 – O que é concurso público?

Capítulo 2 – Escolher uma área

Capítulo 3 – Por onde começar a estudar para concurso?

Capítulo 4 – Como fazer um ciclo de estudos

Capítulo 5 – Quais são as ferramentas de estudos para concursos?

Capítulo 6 – Como fazer revisão para concurso?

Sabe quando você precisa da Polícia Federal para tirar o passaporte? Ou quando tem atendimento médico através do Sistema Público de Saúde (SUS).

Em geral, as pessoas que prestam atendimento nesses locais são servidores públicos. Eles compõem a enorme estrutura da Administração Pública.

Dessa forma, eles se tornaram funcionários públicos conquistando a aprovação através de um concurso público.

O concurso público nada mais é do que uma seleção para um determinado cargo público. É a forma de ingressar no serviço público.

O concurso geralmente é dividido em diversas etapas. Elas podem variar entre prova de múltipla escolha, prova discursiva, redação, análise de títulos, teste da aptidão física, investigação social, teste psicológico, entre outras.

Depois de decidir começar estudar para concurso e entender como funciona a seleção, o caminho mais comum é escolher uma área ou cargo de interesse. 

Isso porque, depois da aprovação, você vai ter uma profissão para exercer. Portanto, ela não pode ser desagradável ou com atividades que você não vai conseguir desenvolver. 

Escolher uma área apenas pelo salário ou pela estabilidade não é vantajoso a longo prazo. Por isso, procure bastante informações sobre cada uma, com qual você mais se identifica, antes de decidir.

Algumas das principais delas são:

Área
Judiciária
Área
Administrativa
Área
de Controle
Área de
Segurança Pública
Área
Legislativa
Área
Fiscal
Área
de Alta Gestão
Área
da Saúde
Área
do Magistério
Área
Militar
Área
Bancária
Área Judiciária

A Área Judiciária é aquela na qual estão inseridos os Tribunais do Trabalho, Tribunais Federais, Tribunais Eleitorais, Tribunais de Justiça, Ministérios Públicos, Procuradorias e Defensorias. 

Todo ano são abertos concursos em diversos lugares do país em cargos que podem ser para nível fundamental, médio ou curso técnico, além do superior.

Área Administrativa

A área Administrativa é a maior área, mais conhecida e com concursos frequentes nas prefeituras, estados e Governo Federal. Possui também muita concorrência por conta da grande oferta de vagas.

As funções têm o papel mais administrativo e de atendimento ao público, de forma geral.

Área de Controle

Controle é uma das áreas de concurso que tem poucas vagas e muitas matérias para estudar. Porém, a alta demanda de matérias permite mesclar conteúdos de Administração e Fiscal durante a preparação.

Ou seja, você consegue se preparar para concursos de mais de uma carreira ao mesmo tempo. Tribunais de Contas da União (TCU), estados e municípios, e Controladorias são alguns exemplos de concursos.

Área de Segurança Pública

Os concursos na área da Segurança são muitos e com oportunidades de carreira em diversas escolaridades. Mas é importante lembrar que é uma área que exige identificação.

Atuar na Segurança Pública demanda lidar com diferentes situações durante a carreira. São os concursos para:

  • Polícia Civil (PC)
  • Polícia Militar (PM)
  • Polícia Federal (PF)
  • Polícia Rodoviária Federal (PRF)
  • Corpo de Bombeiros
  • Administração Penitenciária
Área Legislativa

Com remunerações interessantes, estabilidade e diversos benefícios, a área Legislativa atrai muitos candidatos. Porém, é preciso ter em mente que a demora dos editais é frequente.

Nesse caso, você deve analisar se é possível focar em mais de uma área e, com isso, ampliar suas possibilidades.

Quais concursos fazer? Senado, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas.

Área Fiscal

A área Fiscal está em constante crescimento. A principal responsabilidade é de fiscalização fiscal e arrecadação tributária.

Com as crises orçamentárias e a necessidade de maior arrecadação por parte do governo, trata-se de uma área com muitas oportunidades pela frente.

Os concursos podem ser tanto na esfera municipal, estadual e federal. Os exemplos são os concursos ISS, ICMS e Receita Federal.

Área de Alta Gestão

Essa carreira possui status de relevância diferenciada na Administração Pública, pois alcança alguns cargos do poder executivo. Entre eles estão os de analista do Banco Central e especialista em políticas públicas.

O ponto de atenção é que os editais abrem com baixa frequência, então, mais uma vez, é preciso analisar a sua área de interesse para depois definir o planejamento de estudos ideal.

Área da Saúde

Essa área é específica, normalmente para cargos de ensino superior em Medicina, Enfermagem, Fisioterapia, Farmácia e Nutrição.

Outros são os cargos de carreiras técnicas, como técnico de Enfermagem, Raio X, entre diversos outros. Os cargos podem ser nos municípios e estados, ou ainda federais.

Área do Magistério

Para quem tem formação em Educação/ Pedagogia e vontade de atuar na área pública, existe como opção os colégios municipais e estaduais, as instituições federais de ensino, além de universidades federais e estaduais.

É uma área que costuma exigir prova de títulos – além da escrita – para professores. Além do magistério, os concursos costumam acontecer para orientador pedagógico, merendeira, inspetor de alunos, entre outras funções.

Área Militar

A área Militar compreende as três Forças Armadas – Marinha, Exército e Aeronáutica -, que tem concursos regulares, realizados anualmente. Os concursos podem ser para temporários ou para carreira (efetivos).

Nessa área, você encontrará cargos para todos os níveis e deverá ter uma afinidade com a proposta de carreiras militares.

Área Bancária

A área Bancária é composta pelos bancos públicos do país. Alguns exemplos de bancos públicos no Brasil são: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco de Brasília (BRB) e Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul).

A principal maneira de ingresso é por meio de concurso para o cargo de técnico bancário ou escriturário, com escolaridade de nível médio.

É possível começar a estudar para concurso antes de escolher uma área?

Primeiramente, é possível sim estudar para concurso público antes mesmo de escolher uma área.

No entanto, isso não significa dizer que não seja possível otimizar o tempo de preparação antes mesmo de fazer a escolha.

Isso acontece porque, como a maior parte dos concursos têm matérias em comum – tirando aqueles que são voltados para áreas muito específicas – já é uma opção começar a estudar.

A nossa dica, e também o que consta no Meu Primeiro Concurso – o curso da Folha Cursos voltado justamente para quem já decidiu fazer um concurso público, mas precisa de mais tempo para decidir a área – é que o futuro servidor comece pelas seguintes matérias:

Segundo o professor da Folha Cursos e apresentador do programa Desafio Aprender, Marco Ferrari, também é importante saber como as provas funcionam. Ele divide as matérias cobradas em três categorias:

  • Básicas
  • Complementares
  • Específicas

As disciplinas básicas são aquelas que aparecem em todos os concursos. Já as complementares, as que aparecem nos concursos para a carreira que você almeja. Por fim, as específicas são as cobradas para determinado órgão.

Por exemplo, em um concurso de Tribunal, as disciplinas básicas seriam Português, Direito Administrativo e Direito Constitucional. Em seguida, as complementares seriam Direito Processual Civil, Direito Processual Penal e Direito das Pessoas com Deficiência.

Em conclusão, as específicas poderiam ser Direito Eleitoral e Legislação Específica.

Ele recomenda começar na ordem básicas, complementares e específicas. Por fim, deixar as específicas para caso de iminência do edital ou de já saber o órgão e o cargo exatos para o qual você está estudando.

 

“Elas não só representam o início do seu estudo, como algo que será fundamental para sua aprovação lá na frente. São as questões que geral manda bem, então você tem que chegar junto com essa galera”, afirma o professor Marco.

Depois de decidir o que estudar, o próximo passo é procurar alguém que possa te guiar nessa jornada.

Nesse sentido, o professor Marco divide os candidatos em dois grupos: os que decidem procurar ajuda e os que resolvem estudar sozinhos.

A princípio, pode parecer mais barato. Mas não se engane: esse é aquele barato que sai caro. Ou seja, economizar na compra de materiais pode pesar ainda mais no bolso, na medida que pode custar mais levar mais tempo para passar.

Quem opta por estudar sozinho, precisa lidar com:

  • Procurar o conteúdo que deve ser estudado
  • Encontrar onde está esse conteúdo
  • Saber que conteúdo é esse
  • Se tiver dúvidas, procurar um suporte

Ter que fazer essa busca sozinho demandará um tempo precioso que poderia estar sendo utilizado no estudo. Portanto, não é que seja impossível estudar sozinho. Muitos atuais servidores fizeram isso e foram aprovados.

No entanto, pode tornar a jornada um pouco mais demorada. Se for possível, o mais aconselhável é buscar ajuda em professores, cursos, materiais e outros meios de auxílio para os estudos.

Antes de tudo, é importante saber diferenciar o planejamento do ciclo de estudos.

O planejamento contém todas as atividades do seu dia a dia. Por exemplo, horário das refeições, do trabalho, e, inclusive, de estudar.

Já o ciclo de estudos é a organização das matérias que você pretende estudar. Ou seja, um complementa o outro. Afinal, ter um ciclo para encaixar no horário de estudos tornará o seu planejamento mais tranquilo, certo?

O professor Marco não recomenda ter ciclos de estudo muito longos. Nesse contexto, os ciclos mais curtos com entre uma e duas horas distribuídas ao longo do dia é o mais recomendado para quem está começando. Por consequência, será mais fácil criar o hábito de estudar.

Também procure trabalhar com o conceito de horas líquidas, isto é, horas efetivas de estudo. Em outras palavras, é melhor estudar uma hora direto bem concentrado do que três horas com pouca ou sem atenção.

Se você tem quinze minutos livres no transporte público ou na sala de espera de um médico, já dá para ver algum conteúdo.

Por outro lado, não precisa esperar zerar uma disciplina antes de passar para outras. Quando você está estudando apenas as matérias mais básicas pode até funcionar.

No entanto, conforme for crescendo o número de disciplinas, acabará levando mais tempo para revisar os primeiros conteúdos estudados. Consequentemente, fica mais difícil superar a curva do esquecimento.

Por exemplo, uma possível sugestão de ciclo para quem quer começar estudar para concurso seria:

  • Português
  • Direito Constitucional
  • Direito Administrativo
  • RLM
  • Informática

Dentro desse ciclo, supondo que o estudante tenha no mínimo uma hora de estudo líquida, a distribuição em uma hora líquida poderia ser:

  • 50 minutos de estudo
  • 10 minutos de revisão
  • Retomada do ciclo

Em seguida a conhecer o concurso público, escolher uma área ou começar pelas matérias básicas, definir por onde e como começar, chega a hora de compreender quais são as ferramentas de estudo disponíveis e como as utilizar.

Para o professor Marco, sem sombra de dúvidas, estudar por questões é a ferramenta mais eficaz na preparação.

Mas fique atento: elas não funcionam a qualquer momento.

Antes de tudo, é preciso construir um conhecimento básico da disciplina para evoluir antes da resolução. Por exemplo, aulas e apostilas darão a base teórica, que deve vir antes dos exercícios.

Em resumo, resolver questões antes do estudo da teoria pode gerar frustração e até mesmo a sensação de incapacidade diante dos exercícios.

Por outro lado, os mapas mentais e flashcards funcionarão como forma de esquematizar a matéria. Enquanto o primeiro pode ser mais amplo e aprofundado, o segundo é ideal para temas menores.

Mas apesar de todas as tecnologias, o caderno continua sendo uma das ferramentas de estudo para concurso mais importantes. Afinal, quem mantém um bom caderno, sempre terá um excelente material de revisão em mãos.

Seja antes de dormir, após a aula, ou os dois, é muito importante, no processo de estudos, escrever e mais tarde reler os conteúdos nas suas próprias palavras.

Por fim, Marco Ferrari separa aulas e PDFs como materiais de base e as outras ferramentas como formas de revisão.

Como usar as ferramentas de estudo para concurso?

Durante a hora de estudo, o professor Marco recomenda o seguinte método:

No entanto, fique atento: anotar não é copiar o slide do professor ou escrever tudo que ele fala. Procure se expressar da sua maneira, o que proporcionará maior entendimento da disciplina.

Em resumo, pegue os pontos importantes. Trabalhe-os com o seu olhar, o seu jeito de estudar. Nesse contexto, o seu planejamento é o meio para alcançar um fim.

Em seguida, fala uma breve revisão, acrescentando o que faz sentido para você. Continue anotando durante a resolução de questões. Sempre alimentando o seu caderno

O material de base é feito pelo professor. As questões, pela banca. Mas o caderno é só seu. Ele é o seu grande diferencial na sua preparação. Consequentemente, quanto mais completo e de acordo com as suas necessidades, melhor.

Segundo o professor Marco Ferrari, da Folha Cursos, os resumos para concursos são a principal dificuldade dos alunos.

Apesar de os resumos poderem ser feitos de diversas formas, o professor Marco percebe três muito fortes:

A princípio, os flashcards são um sistema de pergunta-resposta (cada uma de um lado do cartão). Nesse contexto, funcionam como uma espécie de teste.

Já no mapa mental, a ideia central é ordenar o conteúdo de forma mais visual. Consequentemente, criar uma conexão entre as palavras.

Por fim, a ficha-resumo, como o próprio nome diz, é um resumo da matéria escrito em texto corrido pelo próprio candidato, usando as suas palavras. Em resumo, funciona muito bem fazer essas anotações enquanto assiste uma aula.

Dificuldade em fazer resumos para concursos

Apesar de muitos estudantes dizerem ter dificuldade para fazer resumo, às vezes eles fazem sem nem perceber. Por exemplo, quando escrevem anotações enquanto resolvem questões, já estão produzindo algum tipo de resumo.

Inclusive, esta é uma excelente técnica de estudo ativa. Da mesma forma que assistir aula já fazendo anotações com base no que o professor fala.

No entanto, o professor Marco alerta para tomar cuidado para não fazer resumos muito longos. A ideia é que eles sejam cada vez mais sintéticos. Ou seja, que o candidato bata o olho e já consiga pegar aquele conteúdo.

Muita cautela também para não resumir o assunto a ponto de ele se tornar incompreensível. Usar mnemônicos que, depois de algumas horas, já não lembram ou não fazem mais sentido.

A ideia central é que o resumo seja uma forma de ter acesso de maneira simplificada ao que importa na matéria. Portanto, deixe ele o menos complexo possível. Isso só desacelera um processo que era para ser rápido.

Nessa mesma perspectiva, não são todos os conteúdos que precisam ser trabalhados no resumo. Se o candidato observou, por exemplo, que apenas algumas das regras de crase são cobradas nas provas, ele pode focar apenas nelas.

Em conclusão, só existe uma forma de descobrir qual a melhor metodologia que funciona para cada um: testando. E por fim, sempre produzindo mais e mais resumos e fazendo mais e mais questões, conforme o estudo se torna mais aprofundado.

Já sabe como começar a estudar para concurso, futuro servidor? Continue acompanhando o Blog da Folha Dirigida para mais dicas para os próximos passos!

Meu Primeiro Concurso Público

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