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Aprendizagem a distância: o que mudará no EAD?

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Os avanços tecnológicos proporcionaram uma reinvenção nos métodos de aprendizagem a distância.

E esse processo foi acelerado com a pandemia da Covid-19, já que as instituições de ensino tiveram que suspender as atividades presenciais e muitas migraram 100% para o online neste período.

Diante desse panorama, muitas pessoas se perguntam: será que o modelo vai permanecer na maioria? E mais, como se adaptar à nova forma de aprender com o digital?

Os avanços tecnológicos proporcionaram uma reinvenção nos métodos de aprendizagem à distância

Os avanços tecnológicos proporcionaram uma reinvenção nos métodos de aprendizagem a distância (Foto: Freepik)

O que está mudando no modelo tradicional de aprendizagem?

Antes de falar sobre o impacto digital na Educação, é importante pontuar de que maneira o processo de aprendizagem acontece.

Segundo Rodolfo Bertolini, CEO do Centro Universitário Celso Lisboa, o modelo tradicional de aprendizagem funciona a partir do seguinte tripé:

  • Conteúdo
  • Incentivo
  • Interação

Bertolini afirma que as pessoas só aprendem, com um bom conteúdo, sobre aquilo que elas querem aprender e que seja de certa forma interativo.

E é aí que está o desafio. Como tornar isso atrativo?

É preciso, antes de tudo, colocar o aluno no centro do processo. Mas não apenas isso. É ouvir o aluno constantemente para criar formas de melhorar o ensino através das suas necessidades.

E foi com isso em mente que a Celso Lisboa lançou, há quatro anos, a “Liga”, metodologia de ensino com base na tecnologia, para colocar os alunos como protagonistas de seu aprendizado.

Com o método, a instituição abandonou o ensino por disciplinas e adotou o ensino por competências, com o objetivo de preparar o aluno para o mercado de trabalho.

Em 2018, o desafio foi implantar o sistema em uma plataforma EAD do Centro Universitário. Foi o momento de adaptação.

Tripé do modelo tradicional de aprendizagem

O que muda na Educação a distância?

A realidade é que os processos de implantação da aprendizagem a distância foram acelerados recentemente. Foi necessário tanto para instituições e professores quanto para alunos, se adaptarem ao estudo em casa.

Quem resistia a essa modalidade de ensino, agora precisa considerar por necessidade. Inclusive em cursos mais difíceis para aplicar esse sistema.

É um aprendizado diário, as equipes precisam se preparar para utilizar os recursos online “na marra”. Isso porque, essa mudança de mentalidade, não se restringe somente ao ensino, como exemplifica o CEO da Celso Lisboa:

Está todo mundo sabendo que vai mudar. As pessoas que não consideravam comprar roupa ou fazer mercado pela internet, agora estão. O que antes parecia impossível, agora é real.

Como um professor se prepara para essa mudança?

Rodolfo Bertolini afirma que esse momento é de possibilidade das pessoas se reinventarem e criarem habilidades novas. E isso inclui os professores.

O CEO ainda reforça que acredita que algumas profissões talvez não voltem para o presencial, como por exemplo as da Tecnologia. Mas, o diferencial mesmo é investir na interação aluno-professor.

Esse é o ponto de partida para que o novo ensino a distância funcione.

“Acredito na aprendizagem efetiva. Acredito que a tecnologia deva gerar interação. Investimos muita energia focando na interação com alunos e professores”, diz.

As plataformas de hoje são centralizadas em conteúdo. E esse EAD tradicional, Bertolini acredita que perderá espaço com a entrada de novos players e plataformas de Educação no mercado.

Basicamente, a plataforma tradicional de EAD é aquela que tem só os conteúdos em textos, vídeos, os alunos estudam por ali e depois fazem a prova.

O EAD não é essa aula que está tendo agora. O EAD é um repositório de conteúdo. O professor recebe remuneração para colocar o conteúdo na plataforma e o aluno estuda na plataforma, explica.

E essa não é mais a realidade de agora. A estrutura de aulas de aprendizagem a distância está mudando e a interação, devido às “lives”, está ficando maior entre aluno e professor.

O presencial vai continuar existindo, mas o “modelo tradicional repositório de conteúdo” vai mudar, porque o aluno verá que tem essa alternativa nova disponível.

Basta as empresas reconhecerem isso também na hora de escolher os candidatos para processos seletivos.

Quais as dificuldades da adaptação ao EAD?

Segundo Bertolini, a dificuldade de aprender online surge da mesma forma de usar bancos online. Isso acontece porque muitas pessoas que estão entrando no ensino superior não são aquelas que acabaram de sair do ensino médio.

Não são os tais “nativos digitais”. Estão acostumadas a aprenderem na sala de aula e têm maior resistência quanto ao digital.

O segundo ponto é que, no modelo online tradicional, há menos contato com o professor que no presencial. Um dos maiores motivos da evasão no EAD, segundo Rodolfo Bertolini, é em relação ao aluno não conseguir falar com o professor.

“A gente percebe que as pessoas têm na visão do professor quase uma figura endeusada, de projeção, de desejo, aquela pessoa é a pessoa que sabe. Quando você vai para o online, isso existe pouco. Você quase não consegue falar com o professor. E para estudar sozinho, você vai no Google”, explica Bertolini.

O professor é uma peça fundamental nesse processo porque o aluno não sabe “aprender a aprender”, buscar informação sozinho. Ele precisa desse suporte. E na plataforma de EAD tradicional ele não consegue sozinho.

Dificuldades para adaptação ao EAD tradicional

É preciso investir mais em aprender e ensinar de forma online?

Rodolfo Bertolini afirma que essa mudança é um desafio maior para as instituições, porém há o problema de uma hierarquia nesse meio.

São três “P” da hierarquia tradicional:

  • Pai
  • Professor
  • Patrão

O modelo hierárquico começou com o nosso pai ‘eu tenho que ouvir, ele é o detentor do conhecimento, da informação’. O professor reproduz o conhecimento ‘sou detentor do conhecimento’, e o patrão segue também nessa mesma lógica.

É um sistema de monopolização da informação e a internet veio para disponibilizar tudo em um lugar.

No entanto, a Educação continuou do mesmo jeito, centralizada no professor. Reduzindo o aprendizado do aluno a uma prova.

Segundo Bertolini, esse modelo precisa ser revisto. E as plataformas educacionais já estão pensando nisso.

Quem quiser crescer com o ensino a distância, ele afirma que precisa pensar que as pessoas querem um ensino diferente.

O que esperar para o futuro do ensino?

Rodolfo Bertolini começa com um questionamento:

“O modelo tradicional de prova consegue dizer se o aluno aprendeu ou não? Eu não consigo encontrar nenhum modelo hoje que consegue atestar se o aluno aprendeu ou não. Não sei dizer se vai nascer uma plataforma que ateste.”

Mas a realidade é que a aprendizagem é subjetiva. Após desenvolver a plataforma de ensino a distância da Celso Lisboa, a Liga Online, o gestor aponta que obteve resultados positivos diante dos esforços para disponibilizar uma ferramenta que tivesse mais “a cara” dos alunos.

Segundo Bertolini, são resultados que, após diversos testes focados no aluno antes mesmo de aplicar ao online, deram certo. Como o aumento do índice de satisfação e diminuição da evasão.

Por conta disso, a Celso Lisboa transformou a plataforma em um serviço para outras instituições de ensino. O resultado é que, em oito meses de operações, já são oito instituições educacionais no grupo.

E essa é uma realidade que tende a se expandir como um todo. Por isso, é importante manter-se bem informado sobre as novas tecnologias de aprendizagem a distância.

Até onde vai chegar o mercado EAD?

Tudo indica que a aprendizagem a distância regulada só tende a crescer. O respaldo do MEC já demonstra isso. A questão é como isso vai acontecer. Do método tradicional ou vai ter um novo significado?

A entrada de startups de Educação no mercado, com uma cultura de desenvolvimento de produto educacional focado no usuário e na sua usabilidade, representam uma tendência de desenvolvimento de um novo sistema.

É preciso se adaptar. Existem hoje diversas ferramentas e softwares que fazem a aula ser mais atrativa, com uma experiência melhor para o aluno.

A consequência é um interesse maior e engajamento, o que talvez faltasse no modelo tradicional de EAD.

De acordo com Rodolfo, é preciso também investir na formação dos docentes, trazer uma visão menos de pesquisa e mais de conhecimento prático.

É um comprometimento com o aprendizado do aluno. O novo papel do educador.

Educação à Distância em Ensino Superior

Esse é um conteúdo Folha Indica, iniciativa da Folha Dirigida para recomendação e análise de cursos e outros conteúdos de parceiros.

O sistema de Educação a Distância, Liga Online, é multiplataforma de aprendizagem a distância em que o estudante simulará projetos reais de empresas.

A Liga Online utiliza a metodologia LIGA, em que o aluno é protagonista do seu aprendizado.

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