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Como diminuir a ansiedade nos estudos para concursos

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A ansiedade não me deixa estudar. Essa é uma afirmação de muitos candidatos a concurso diante de tantas notícias todos os dias. O maior desafio, nesse caso, é aprender a diminuir a ansiedade nos estudos

Roer as unhas. Dor de barriga. Balançar as pernas sem parar. Insônia. Agitação. Nervosismo. Dificuldade de se concentrar. Quem nunca passou por um desses sintomas pré-prova ou pré-edital?

A ansiedade é um estado emocional que compromete diretamente o desempenho das pessoas. Atualmente, vivemos uma epidemia no mundo, principalmente no Brasil.

Dr. Pablo Vinicius ajuda você a identificar como a ansiedade influencia nos seus estudos

Nem toda ansiedade é prejudicial, segundo o médico Pablo Vinicius (Foto: Divulgação)

Segundo o relatório “Depressão e outros distúrbios mentais comuns: estimativas globais de saúde”, da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 2017, o país é o segundo no mundo com ocorrências de transtornos da doença.

Para candidatos a concursos públicos, a ansiedade pode se tornar uma grande vilã quando não é administrada.

Mas, você sabia que ela nem sempre é um mal?

O médico Pablo Vinicius, psiquiatra e especialista em Medicina do Sono, explicou que existem dois tipos de ansiedade inerentes aos ser humano: a ansiedade normal e a ansiedade patológica.

Pablo Vinicius, idealizador do Programa de Alto Rendimento Cognitivo (Parc), definiu de que maneira a ansiedade pode influenciar na rotina de estudos e também como ela pode ser diretamente responsável por nos incentivar a ultrapassar obstáculos que surgem.

Primeiro, precisamos saber quais são as diferenças entre a ansiedade normal e a ansiedade patológica para, assim, identificar o nível de influência em nós.

Confira a explicação em áudio do médico Pablo Vinicius:

Ansiedade Normal x Ansiedade Patológica

Segundo Pablo Vinicius, o primeiro passo para o diagnóstico é compreender qual tipo de ansiedade você tem.

O que é a Ansiedade Normal

A ansiedade normal, segundo o médico, é a que nos move e nos faz atingir metas. É aquela expectativa que temos em relação a algum objetivo que temos foco.

Seja quando ficamos ansiosos antes de uma prova, uma viagem, aquela final de campeonato ou algum evento especial.

Em um nível normal, ela não nos deixa paralisados e nem nos impede de realizar nossas atividades cotidianas.

Inclusive, Pablo Vinicius afirma que ela é essencial para nossas vidas. Segundo o médico, esta ansiedade normal nos prepara para os desafios e aumenta nossa produtividade:

“Eu costumo dizer que chegamos até aqui em razão de uma ansiedade dos nossos ancestrais. Era ela que fazia o homem ir à caça. Era ela que fazia que uma geração pudesse gerar a próxima geração.”

O problema está quando ela atinge um nível elevado. É aí que devemos nos preocupar.

Sintomas da Ansiedade Patológica

A ansiedade patológica apresenta entre seus sintomas reação de tremores, palpitações, sudorese, diarreia e desconforto.

“A ansiedade patológica é quando a ansiedade deixa de ser apenas uma reação e passa a ser um estado contínuo, independentemente de estímulo. Ele acorda e ele dorme ansioso. Está o dia todo ansioso”, afirma Pablo Vinicius.

Segundo o psiquiatra, pessoas nessas condições terão sérios comprometimentos na atenção, concentração e memória. Em geral, a ansiedade patológica é caracterizada por:

✔️ Nível exageradamente elevado e presente de maneira contínua, mesmo na ausência de fatores desencadeantes;

✔️ Dormir e acordar ansioso, tenso e nervoso;

✔️ Não relaxar e queixar-se de irritabilidade excessiva;

✔️ Ter um sono superficial e não reparador;

✔️ Alterações no apetite, que podem levar a comer demais ou perda de peso.

O próximo passo é o esgotamento físico e mental, um estado de tensão constante. É como se algo fosse acontecer a qualquer momento.

É preciso, portanto, estar alerta a esses sintomas, pois eles podem prejudicar seu desempenho em todos os campos da sua vida, inclusive os estudos.

Como a ansiedade atrapalha os estudos para concursos

Como a ansiedade pode influenciar quem estuda para concursos

A ansiedade pode ser extremamente prejudicial aos nossos estudos quando atinge níveis elevados (Foto: Unsplash)

Pablo Vinicius explica que a ansiedade patológica nesse nível se torna um veneno para o desempenho intelectual dos alunos. E isso não exclui quem estuda para concursos.

Isso porque bloqueia o pensamento, dificulta as memorizações de curto e longo prazo, o processo de atenção, de concentração e também de memória como um todo.

📝 Veja também: os 3 maiores inimigos do estudo

Essa ansiedade patológica afeta diretamente no desempenho durante as avaliações, podendo causar:

✔️ Aumento do número de erros durante uma prova;

✔️ Aumento do tempo total gasto para realizar as questões;

✔️ Maior número de “brancos” durante uma prova;

✔️ Diminuição do rendimento cognitivo (o aprendizado não condiz com o esforço).

“É aquele aluno que chega em casa, vai conferir o gabarito e fala ‘meu Deus, como eu errei essa questão. Essa questão eu sabia’. É aquele aluno que chega em casa e fala ‘não deu tempo de eu fazer todas as questões’”, afirma o médico.

Isso porque essa ansiedade causa um bloqueio mental no estudante e ele não consegue dar continuidade à sua avaliação de maneira apropriada, pois está excessivamente preocupado com seu desempenho.

A ansiedade em níveis patológicos tem essas repercussões práticas para o aluno:

“Sintomas depressivos e ansiosos interferem diretamente nas funções mentais responsáveis pelo aprendizado e pelo rendimento intelectual, como a atenção, a concentração, a velocidade de processamento das informações, a memória de trabalho, a memória contextual, o reconhecimento, entre outros”.

Como usar a ansiedade como estimulante

Ansiedade como estimulante

Por outro lado, a ansiedade normal é uma reação do organismo diante de um estímulo. O indivíduo, nesse caso, não vive ansioso. Ele vive em um estado tranquilo.

A partir do momento que tem um estímulo, ele entra em ansiedade para o enfrentamento desse impulso. Pablo Vinicius explica como esse tipo de ansiedade pode ajudar:

“Se esse estímulo cessa, a ansiedade cessa. Então, na verdade, a ansiedade normal não é um estado contínuo do afeto. Ela é simplesmente uma reação a estímulos desencadeantes.”

E, uma vez que o organismo se prepara para o enfrentamento da situação,  a pessoa se torna mais preparada para alcançar suas metas.

A ansiedade normal deixa o indivíduo atento, concentrado, disposto e com energia para fazer a prova.

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Como diminuir a ansiedade nos estudos

Em seu livro “A Fórmula: desenvolvendo cérebros extraordinários”, dr. Pablo apresenta algumas alternativas para diminuir a ansiedade nos estudos.

1) Treinar a resiliência

Segundo o professor, saber treinar a sua resiliência é fundamental para o sucesso. Isso porque, durante a sua caminhada, você estará sujeito a diversas situações de estresse.

E estas podem representar um grande problema para manter seu estado normal de ansiedade e não chegar ao descontrole. O médico explica como treinar sua resiliência:

✔️ Identifique os pontos fracos de sua personalidade;

✔️ Evite antecipar o futuro;

✔️ Não seja “oito ou oitenta”;

✔️ Seja menos sensível às críticas e não se importe excessivamente com elas.

Esteja atento a esses pontos. Será a partir deles que você irá “se partir” na situação estressante.

2) Utilize a psicoterapia

A psicoterapia, segundo Pablo Vinícius, é a ferramenta mais apropriada para o treinamento emocional.

O médico alerta que, para isso, a pessoa terá que demonstrar muita força de vontade para mudar.

“Não tem jeito, o caminho do sucesso passa pelo amadurecimento de nossa personalidade”, finaliza o médico.


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