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Viver para servir

Viver para servir

Segundo Antonio Carlos Barragan, viver para servir é o lema que ecoa na mente dos servidores públicos que sabem de suas nobres funções

Barragan fala, em seu novo artigo, sobre demissões
de funcionarios públicos em virtude de corrupção


Por Professor Barragan
    
Aquele que escolher ser servidor público opta por uma atividade que deve representar uma vocação: a de viver para servir. Como a própria nomenclatura técnica estabelece, o indivíduo é um servidor da população, alguém que presta serviços em prol da sociedade.

Neste sentido, a maioria dos servidores públicos têm vigor e paixão pela prestação de serviços que realizam para a população e, ainda, guardam o sentimento de contribuição para uma melhora da sociedade em que vivem.

O último apaga a luz

Farinha pouca, meu pirão primeiro

Entretanto, há servidores outros que não compartilham do mesmo pensamento e que, por vezes, se permitem desviar da finalidade pública que deve nortear os seus atos. É o caso de situações de corrupção ou vantagens em que o servidor público opta por agir de acordo com os seus interesses particulares, ao invés do interesse público.

Aquelas irregularidades na prestação de serviço público podem custar a expulsão do servidor para o bem da sociedade. Para fins numéricos, só no ano de 2018 o Governo Federal expulsou 566 servidores públicos de seus quadros por irregularidades apuradas.

É o número de expulsões por ano mais alto desde 2003, sendo que, no total de 2003 a 2018, já foram expulsos, aproximadamente, 7.300 servidores públicos federais.

Diversas são as situações que levaram a vida do servidor público àquele resultado

Dentre as mais comuns está a situação de corrupção, que se tornou o principal motivo a resultar na demissão de 371 pessoas. O quantitativo representa em torno de 65% dos casos de expulsão de servidor público do Governo Federal neste ano. Com o aperfeiçoamento de técnicas e métodos de identificação e investigação, aliados ao bom uso da tecnologia, mais casos de corrupção e outras irregularidades estão sendo detectados de modo mais frequente no Brasil.

É de se destacar que 467 daquelas demissões foram referentes a servidores de cargos efetivos, enquanto 26 foram de cargos em comissão e 73 correspondentes a cassações de aposentadorias.

Neste indesejado cenário, não se admite mais que uma pessoa que opte por adentrar e avançar na carreira pública a utilize para proveito pessoal, recebimento de propina ou vantagens indevidas, utilização de recursos do local de trabalho em serviços ou atividades particulares, improbidade administrativa (ato de agente público contra a administração pública), lesão aos cofres públicos e ao patrimônio nacional, entre outros abomináveis atos.

 

 

Aos que são corruptos, é preciso compreender o seu verdadeiro papel no serviço público para que se conscientizem de que estão no caminho contrário às funções e à finalidade do cargo que ocupam.

Faz-se necessário, também, que entendam que não há mais espaço para aquele tipo de conduta reprovável na sociedade brasileira atual, que não tolera mais aquele tipo de servidor público que a prejudica financeiramente e na prestação do serviço público, ao mesmo tempo em que traz ônus à imagem dos servidores públicos que atuam com lisura e moralidade.

Assim, viver para servir é o lema que ecoa na mente dos servidores públicos que sabem de suas nobres funções perante a sociedade. A eles, a sociedade rende os seus mais sinceros agradecimentos.


Professor Barragan é gestor público, empreendedor, advogado, contador, professor de Gestão Pública, Direito e Contabilidade, Pós-graduado em Direito Público e Mestre em Direito Econômico e Desenvolvimento.
 

 







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